domingo, 23 de outubro de 2016

Uso do preservativo é um dever de todas as pessoas

Para o GTP+ o material divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco reflete bem a problemática de responsabilização da Mulher em relação a sexualidade, e mais uma vez a culpabiliza pelo não uso do preservativo masculino. Além de não incentivar a testagem e o uso de preservativo feminino, também demonstra a ausência de estratégias de prevenção para mulheres em situação de vulnerabilidade. Salientamos a importância da criação de estratégias direcionada a educação de parescom os recursos disponibilizados pelo Governo Federal aos estados e municípios.
"O Aumento dos casos de Sífilis e AIDS no estado de Pernambuco, refletem a falta de ações do Estado e dos municípios na prevenção aos agravos e promoção de diálogo junto à Sociedade Civil Organizada. Outro ponto que deve ser destacado é a falta de disponibilidade de insumos e aberturas de editais voltados para prevenção a AIDS e a Sífilis para o trabalho das ONGs.", disse Wladimir Reis, coordenador geral do GTP+.
A Sífilis é uma doença que tem cura em qualquer estágio e de fácil de detecção. O diagnóstico precoce é essencial para o tratamento correto e eficaz.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval 2012 - GTP+ Prevenção e Cidadania

É como este tema  - Prevenção e Cidadania, que o GTP+  desenvolverá ações no Carnaval 2012, entre elas no Bloco Galo da Madrugada  dia 18 de Fevereiro (Sábado), Com Lampião e Maria Bonita e mais 06(seis) educadores munidos de preservativos, géis lubrificantes e material informativo  que atuaram  na concentração  na saída do Bloco a partir das 07:00hs.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Curso de Formação Buddy: Cidadania, Direitos Humanos, HIV/AIDS


Você gostaria de ser solidário? Não perca essa oportunidade e participe! 

Curso de Formação Buddy: Cidadania, Direitos Humanos, HIV/AIDS
Uma iniciativa do GTP+ em parceria com GAPA/BA

Data: 14 e 15 de Março 2012
Local: posteriormente será informado
Hora: 09h às 17h

Vagas limitadas
Aos participantes será fornecida uma declaração.

Inscrição através do e-mail: josefa.svc@gmail.com / vilmapbs@gmail.com

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

NOTA DE REPÚDIO CONTRA O VETO DO GOVERNO FEDERAL AO FILME DE PREVENÇÃO EM AIDS DIRIGIDO AOS HOMOSSEXUAIS

O Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo, que congrega 92 entidades filiadas, reunido em 10 de fevereiro de 2012, vem a público REPUDIAR o veto do Governo Federal que impediu a veiculação, em TV aberta e canais de grande circulação, do filme dirigido aos jovens homossexuais, como parte integrante da campanha nacional de prevenção em aids do carnaval.


Contestamos a versão divulgada pelo Ministério da Saúde de que o filme censurado não seria veiculado em TV, mas apenas em ambientes fechados freqüentados por homossexuais. São evidências do veto do governo:

1) O filme foi apresentado durante o lançamento das peças da campanha dia 2/02, no Rio de Janeiro;
2) A descrição do filme, como sendo para TV, consta de texto amplamente divulgado pelo Ministério da Saúde;
3) O filme foi retirado sem explicações do site oficial do Departamento de DST-Aids;
4) As características técnicas do filme apresentam o padrão comercial da televisão brasileira , como o formato de 30 segundos, a linguagem para grande público , estética e narrativa igualmente características dessa tradicional mensagem publicitária de TV.

Denunciamos que a censura interna imposta pelo Governo ao vídeo é clara demonstração de discriminação e de violação aos direitos dos homossexuais, população altamente vulnerável à infecção pelo HIV e que demanda, portanto, campanha de saúde pública de grande alcance.

Neste sentido, decidimos pela denúncia formal contra o Governo brasileiro, em instâncias nacionais e internacionais de Direitos Humanos.

Ao mesmo tempo daremos entrada à Representação junto ao Ministério Público Federal, para que seja apurada a conduta discriminatória do Governo Federal, bem como o desperdício de recursos públicos com a produção de uma campanha sem a devida veiculação em canais adequados. Por fim, apelamos ao Ministro da Saúde, Alexandre Padilha e à Presidenta da República, Dilma Rousseff, que derrubem o veto ao filme e autorizem a sua veiculação em veículos de comunicação de massa antes do carnaval de 2012.

Fórum de ONGs/Aids do Estado de São Paulo

Ministério veta vídeo de homens gays na campanha do Carnaval 2012


O Ministério da Saúde determinou ao Programa de Aids, da própria pasta, que retirasse da Internet o vídeo institucional com filme com cenas de uma relação homossexual entre dois homens, que seria exibida para a campanha do Carnaval. Nas imagens, dois rapazes são apresentados numa boate, trocam carícias e são alertados por uma fada a usarem preservativo.


O filme, segundo material de divulgação do Programa de Aids do Ministério da Saúde, deveria ser exibido em TV e na Internet.

Estava disponível no site do programa desde sexta-feira, mas foi retirado do ar.

O ministério informou na quarta-feira que o vídeo não deveria ter sido divulgado na Internet e que será exibido apenas em espaços fechados freqüentados por homossexuais.

O vídeo oficial, com logotipo do Ministério da Saúde, está sendo distribuído nas redes sociais.

Entidades e movimentos questionam a não exibição do filme na TV aberta.


substituição do vídeo voltado à prevenção da AIDS entre Gays e outros HSH desenvolvido pelo Departamento Nacional de Luta Contra a AIDS do Ministério da Saúde, por parte da Presidente Dilma e do Ministro Alexandre Padilha e o que vai ser divulgado.  

Causa  indignação e protestos de ativistas e de organizações de garantia e defesa direitos desta população.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

No marco do Dia de Mundial de Combate à Aids, campanha lutará contra preconceito

Além de reivindicar tratamento adequado e seu fornecimento gratuito pelo governo, as pessoas com HIV/Aids, no Brasil, têm ainda um outro desafio, tão importante quanto: o preconceito social. Para fazer frente ao problema, a ONG Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) realizará campanha de sensibilização na cidade de Recife, região Nordeste, no marco do Dia Mundial de Luta contra a Aids, 1º de dezembro.

De acordo com o coordenador geral do GTP+, Wladimir Reis, o estigma tem feito com que soropositivos deixem de buscar tratamento, postura que pode levar à morte. Somente em Recife, neste ano, três pessoas faleceram por conta disso, afirmou.

"A gente passou a perceber isso em 2009. Tanto local como nacionalmente, as pessoas morrem devido ao preconceito. Ela se deixa ir a óbito, porque não vai fazer o tratamento adequadamente. Algumas pegam medicamentos, mas não tomam, deixam guardados, em casa”, revela.

Com o mote "Como você gostaria de ser tratado se tivesse HIV?” e a mensagem "Trate as pessoas do jeito que você gostaria de ser tratado”, a ações da campanha terão início logo pela manhã, no Hospital Correia Picanço, considerado referência no tratamento da Aids no estado de Pernambuco. Lá, o grupo de teatro Turma da Prevenção,comLampião e Maria Bonita, fará sensibilização e distribuirá material informativo.

Simultaneamente, voluntários do GTP+, que fazem parte do projeto Espaço Posithivo, estarão em frente à instituição, no Centro do Recife, fazendo panfletagem sobre a campanha.

Durante o horário do almoço, no empreendimento Cozinha Solidária, no qual trabalham algumas pessoas com HIV, os clientes receberão kits de prevenção, com preservativos, gel lubrificante e panfletos informativos. Wladimir explica que a ideia é falar contra o preconceito, fazendo link com o fato de que alguns dos participantes da Cozinha Solidária têm HIV, mas são iguais às demais pessoas, tanto que não é possível aos clientes identificá-los.

Pela noite, educadores do grupo Mercadores de Ilusão e o grupo de teatro Turma da Prevenção farão ação com jovens homossexuais, distribuindo kits de prevenção e conversando sobre o trato às pessoas com HIV.

A campanha seguirá ainda por todo o mês de dezembro. Nos próximos dias nove e 12, serão realizados dois seminários voltados para os profissionais do sexo, que irão discutir sobre doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS, sexo seguro e direitos previdenciários. Já às quartas-feiras, o GTP+ oferecerá atendimento jurídico à população com HIV/AIDs, das 9h às 12h.

Na opinião do ativista, ainda é preciso avançar muito na luta contra o estigma devido ao sofrimento que causa às pessoas doentes. "A população, quando identifica uma pessoa com Aids, aponta na rua, fala. Muitas vezes até na família e nos amigos se determina um estigma muito forte e se afastam da pessoa no momento em que ela mais precisa, pois se descobre doente, fragilizada, passa por situações de baixa auto-estima e mudança de fisionomia”, conta.

Ele considera que a origem de tanto preconceito pode ser explicada a partir da forma de contágio."O estigma aparece mais fortemente, no caso da Aids, porque é uma doença que se pega através do sexo, e a gente tem dificuldade em falar de vivência sexual”, pontua.

Outro fator que contribuiria com o estigma seria o fato de a epidemia estar concentrada em grupos de maior vulnerabilidade, que já enfrentam bastante preconceito –homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas.

Retrocesso

Apesar do discurso corrente de que o Brasil é referência no tratamento da Aids, organizações denunciam posturas discriminatórias por parte do próprio Ministério da Saúde. Em nota, a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) critica redução drástica do orçamento destinado a ações do Dia Mundial de Luta contra a Aids – de 6,5 milhões de reais, passou a 1,5 milhão.

Além disso, o ministério decidiu submeter as ações à Frente Parlamentar da Família, dirigida por parlamentares evangélicos. A Abia questiona por que não envolver a Frente Parlamentar de Aids.

Em nível mundial, o cenário também começa a se desenhar desfavorável. Na semana passada, o Fundo Global contra Aids, Malária e Tuberculose anunciou corte de financiamentos até 2014. O Fundo, composto por capital proveniente de doações, é responsável por um quarto do financiamento mundial do combate à Aids. De 2002 até hoje, já destinou 22,4 bilhões de dólares para 150 países em programas de prevenção, tratamento e assistência contra as três doenças.

(Um artigo que foi publicado no jornal Adital, no dia mundial de luta contra AIDS - 01/12/2011)

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