sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Personagens de Maria Bonita e Lampião chamam atenção para o uso da Camisinha


Começa neste sábado (14) e vai até o sábado de Zé Pereira as ações para o Carnaval da ONG GTP+, atores caracterizados de Maria Bonita e Lampião estarão nos bairros do Recife e Olinda distribuindo camisinhas, e sensibilizando a população da importância do uso do preservativo para evitar DSTs e HIV/AIDS, e da gravidez indesejada.

Amanhã, a partir das 10h estarão na festa de Carnaval da Associação de Surdos de PE, e a tarde no Bloco da Zinza. Também marcam presença nas Virgens do Bairro Novo, no Bloco Nem com uma Flor, e no Galo da Madrugada. “Nosso objetivo é sensibilizar, e incentivar os jovens a usar a camisinha sempre, não apenas no Carnaval. O preservativo é ainda um dos meios mais eficientes para evitar as doenças sexualmente transmissíveis”, disse Marcos França, educador do GTP+.

Estimativas do Ministério da Saúde apontam existência de 630 mil casos de infectados no Brasil. Entre 1980 e junho de 2008, o país registrou 506.499 casos da doença, com 205.409 mortes em sua decorrência. De acordo com o Boletim Epistemológico do Estado de Pernambuco de 2008, já são 12.301 casos de HIV/AIDS. Só no ano passado, mais 304 casos foram notificados. Segundo os dados do governo, a região Nordeste é a terceira com maior incidência do vírus (11,5 casos/100 mil habitantes).


Programação:



[14/02] 11h - Festa de Carnaval da Associação de Surdos de PE / 15h - Bloco da Zinza


[15/02] 8h - Virgens do Bairro Novo


[16/02] 9h - Mercado de São José


[17/02] 18h - Terça Negra

[18/02] 9h30 - Metrô

[19/02] 9h30 - Aeroporto / 15h30 - Bloco Nem com uma flor

[20/02] 18h - Marco Zero – Rua Bom Jesus

[21/02] 6h - Galo da Madrugada

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Uma boa notícia

Lafepe lançará novo medicamento este ano
ROBSON ANDRÉ


Até o fim deste ano, o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) estará produzindo um dos dois medicamentos voltados para o tratamento de pacientes portadores do vírus HIV. Desde o ano de 2007, o laboratório vem desenvolvendo duas combinações chamadas de Dose Fixa Combinada (DFC) que possui - cada um - três princípios ativos (Lamivudina, AZT e Nevirapina) e (Lamivudina + AZT + Efavirenz).

Cada combinação medicamentosa poderá ser utilizada separadamente pelo portador do vírus HIV. O Lafepe não informou qual dos dois tipos de combinação será lançada primeiro. A pesquisa está sendo desenvolvida pelo Lafepe em parceria com o laboratório LTM/UFPE. O programa está sendo custeado com verba na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no valor de R$ 1.042.900,00.
Fonte: Jornal Folha de Pernambuco, Editoria Grande Recife - 06/02/2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Vacina contra a AIDS ganha aliados

Aconteceu esta semana


EUA - Nesta quarta-feira (04), foi criado em Boston, o Philip T. e Susan M. Ragon Institute, lançado pela Massachusetts General Hospital (MGH) e a Universidade de Harvard, terá como um dos principais trabalhos a geração de uma vacina contra a SIDA. Além disso, o Instituto tem como objetivo buscar novas formas de prevenir e curar doenças. Para saber mais clique aqui.

Governo do Reino Unido, confirmou com a IAVI o seu compromisso com a investigação de novas ferramentas de prevenção contra o HIV. O Departamento para o Desenvolvimento Internacional (DFID) irá anunciar nas próximas semanas uma subvenção para apoiar o trabalho da IAVI para os próximos cinco anos.

Bill Gates – Na Índia, durante uma entrevista para a Rádio Pública Nacional, Bill Gates ressaltou a importância de apoiar o desenvolvimento de uma vacina contra a SIDA. Para saber mais clique aqui.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Cozinha Solidária tempera ressocialização e mobilização de recursos

Notícia publicada no Portal Mobilizar:

Cozinha Solidária tempera ressocialização e mobilização de recursos
Aliança Interage

Fonte de mobilização de recursos que fortalece ações de sustentabilidade institucional e minimiza a vulnerabilidade social e a discriminação aos indivíduos com o HIV/AIDS. Este é o projeto Cozinha Solidária, desenvolvido pela ONG Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+), no Recife (PE). O Cozinha Solidária surgiu para atuar na segurança alimentar de pessoas vivendo com HIV/AIDS que participam dos demais projetos propostos pelo GTP+, através da produção de refeições e lanches nutritivos e balanceados. Desde seu início em outubro de 2007, o Cozinha Solidária gradativamente se tornou uma fonte de recursos para a organização. Com uma equipe enxuta, o cozinheiro e coordenador do projeto, Sérgio Pereira, trabalha com mais dois auxiliares de cozinha na produção de refeições comercializadas na própria instituição, para atender cerca de 30 pessoas por dia. O cardápio com três opções diárias varia entre feijoada, dobradinha, galinha cabidela, peixe ao coco, entre outras especialidades da culinária brasileira. Ao valor de R$4, o prato, e R$7, a quentinha para viagem, atualmente, 30% da renda mensal arrecada com as refeições é destinada ao pagamento de despesas da organização. "Hoje o projeto já se tornou sustentável. Com o dinheiro que conseguimos pagamos aos funcionários do Cozinha, compramos os alimentos e ainda compramos equipamentos para o trabalho", comenta o coordenador Sérgio Pereira. O Cozinha Solidária também recebe encomendas de kits (doces e salgados) para festas e organiza cafés da manhã, almoços, coffee-breaks e jantares para eventos de pequeno e médio porte. No início, o projeto atendia os integrantes da própria organização e ao público atendido em outros programas da ONG. Aos poucos a iniciativa tomou uma dimensão maior com a comercialização das refeições na sede do GTP+, aos transeuntes e funcionários de estabelecimentos vizinhos, e das encomendas que tem como público-alvo Organizações Não-Governamentais.

De acordo com o coordenador geral da instituição, Wladimir Reis, o Cozinha Solidária além de colaborar com a sustentabilidade da organização, proporciona a reinclusão de pessoas vivendo com HIV e AIDS, cozinheiros (as) e auxiliares de Cozinha que não conseguem mais trabalho ou foram mandados embora pela sua sorologia. "Essa é uma maneira de minimizar o preconceito ao HIV e auxilia na prevenção ao HIV/AIDS, pois os clientes convivem com pessoas soropositivas", ressalta Wladimir. O GTP+ busca apoio para transformar o projeto numa escola de culinária. A meta ainda não se tornou possível por falta de recursos. Para colocá-la em prática é necessário ampliar a equipe e a infra-estrutura local para dar suporte aos novos aprendizes. O GTP+, fundado em dezembro de 2000, tem como missão "fortalecer e estimular a Cidadania, o Ativismo e a Educação das pessoas vivendo com o vírus HIV, doentes de AIDS e a população em geral no sentido de incentivar, orientar e desenvolver processos de prevenção."

Serviço:
GTP+
Horário do almoço oferecido na sede: das 12 às 14h,
Endereço: Av. Manoel Borba, 545, 1º andar, Boa Vista, Recife (PE)
Fone: (81) 3231.0905
Site: http://www.gtp.org.br/
E-mail: gtp@gtp.org.br

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Panfletagem lembra o Dia da Visibilidade Trans


Hoje (29) a Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de Pernambuco (AMOTRANS) em parceria com o GTP+ realizou uma panfletagem para marcar o Dia da Visibilidade Trans. A ação começou às 9h, na Conde da Boa Vista – Centro do Recife.

Se levarmos em conta que transexuais e travestis são os principais alvos de violência e discriminação, não há muito o que comemorar. Com o slogan “Ser diferente não é um problema. É a maneira de mostrar quem somos”, a AMOTRANS pretende sensibilizar e ajudar na inclusão das transexuais e travestis na sociedade, na luta contra o desrespeito e homofobia. De acordo com uma das organizadoras Chopelly Glaudystton, não poderiam deixar de lembrar o Dia da Visibilidade Trans. "Cada vez mais estamos conseguindo fazer com que as trans participem de atividades de promoção da cidadania e de defesa dos direitos humanos”, completou.

No Brasil são mais de 20 estados mobilizados com alguma atividade, e que darão destaque para temas relevantes, como trabalho e renda, mudança de gênero, DSTs/HIV/Aids e violência.

Visibilidade Transexual - foi no dia 29 de janeiro de 2004 que o Congresso Nacional, através do Ministério da Saúde, lançou a campanha "Travesti e Respeito". Na ocasião, a idéia era sensibilizar educadores e profissionais de saúde do Brasil, e trabalhar também a auto-estima das(os) transexuais.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Camisinha ainda é pouco usada por brasileiros

Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde com base em 79.075 pessoas que procuraram Centros de Aconselhamento e Testagem para realização do exame de HIV entre os anos de 2000 e 2007 apontou que cerca de 43,7% dos entrevistados - a maioria - afirmou confiar no parceiro e, por isso, não utiliza a camisinha. Apesar do recorde na distribuição de camisinhas em 2008 – um total de 406 milhões – o Ministério da Saúde considera que o número de unidades não é capaz de atender toda a população e alerta que o brasileiro ainda precisa criar o hábito de usar o preservativo.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, o diretor-adjunto do Programa Nacional de DST/AIDS, Eduardo Barbosa, explicou que as atividades sexuais da população brasileira são bem maiores do que a disponibilização do ministério, mesmo com esses 406 milhões de unidades.

Em segundo lugar, com 13,6%, ficaram os que dizem não gostar da camisinha, seguindo pelos que alegaram não ter informação sobre os riscos, com 7%, e pelos que disseram que o parceiro não aceita o uso, com 6,4%. Entre os 27.964 entrevistados que disseram confiar no parceiro, 23,5% informaram terem tido relações com parceiros eventuais.

Camisinha é, atualmente, o mecanismo mais eficiente para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e também para o planejamento familiar, mas não é 100% segura. Estimativas do Ministério da Saúde apontam existência de 630 mil casos de infectados no Brasil. . Entre 1980 e junho de 2008, o país registrou 506.499 casos da doença, com 205.409 mortes em sua decorrência.

Segundo os dados do governo, a região com maior incidência do vírus é a Sudeste, com 60,4 dos casos registrados para cada 100 mil habitantes entre 1980 e 2000. Já a região Sul concentra 18,9 casos/100 mil habitantes dos registros. Em terceiro lugar está a região Nordeste (11,5 casos/100 mil habitantes), seguida pela região Centro-Oeste (5,7 casos/100 mil habitantes) e pela região Norte (3,6 casos/100 mil habitantes). O maior aumento foi registrado na região Norte, que passou de 6,8 casos/100 mil habitantes em 2000 para 14 casos/100 mil habitantes em 2006.


Fonte: Globo.com, GazetaWeb e Repórter Diário.

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