terça-feira, 27 de julho de 2010

Conferência Internacional cobra mais recursos para combater a Aids

Terminou, na última sexta-feira (23/7), a XVIII Conferência Internacional de Aids em Viena. O evento, que contou com a participação da pesquisadora do Departamento de Ciências Socias da ENSP, Monica Malta, encerrou-se com a divulgação da Declaração de Viena, que cobra mais recursos dos países para o fundo de tratamento e prevenção da doença.

"O desafio não é encontrar dinheiro, mas mudar as prioridades. Quando há uma emergência no mercado financeiro ou uma crise energética, bilhões e bilhões de dólares são rapidamente mobilizados. A saúde das pessoas também merece um financiamento semelhante e ter prioridade", disse o presidente do encontro, Julio Montaner.

A declaração aponta ainda a necessidade da proteção dos direitos humanos e o acesso universal ao tratamento para as pessoas com o vírus HIV. O documento, assinado por 12.725 participantes, alerta para mudanças no atendimento à saúde nos presídios, onde já foi constatada grande incidência da Aids.

De acordo com a declaração, 30 milhões de pessoas entram e saem de prisões por ano, sendo parte significativa infectada pelo vírus - o que não se resume em um problema apenas dos detentos, mas de saúde pública.

Durante os seis dias, 19.300 pessoas de 193 países estiveram na conferência. O próximo encontro está marcado para julho de 2012, em Washington, nos Estados Unidos.


Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Grupo de Teatro do GTP+ debate prevenção às DSTs nas Escolas

Nesta quinta-feira (22) o grupo de Teatro do GTP+ "Turma da Prevenção" realiza mais uma roda de diálogo com estudantes na Região Metropolitana do Recife. A atividade acontece no bairro da Mustardinha, com os alunos da 8ª série da Escola Municipal Professor Antônio Brito Alves.

A atividade do grupo de teatro conta com a apresentação da peça "As Meninas Super Prevenidas contra a Super Sexy", que aborda sobre a realidade dos jovens e suas dúvidas em relação à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, HIV e Aids. Essa é a segunda de um ciclo de rodas de conversas que serão realizadas ainda este ano.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Quebra dos resultados da prova de conceito de estudo de gel vaginal mostra redução do risco de infecções por HIV em mulheres

Primeira vez que os resultados de um estudo mostram Sul Africano que um gel contendo uma droga anti-retroviral, quando usado como um microbicida vaginal, foi encontrado para ser 39% eficaz em reduzir o risco de uma mulher de se infectar com o HIV durante o sexo.


VIENA, 19 julho de 2010-Os resultados anunciados na conferência XVIII Internacional de Aids, em Viena mostrou uma redução significativa no risco de infecção por HIV em mulheres
utilizado uma nova geração de gel microbicida, que contém o medicamento anti-retroviral tenofovir. Ele também mostrou uma redução significativa no herpes genital, uma infecção viral comum transmitida sexualmente, que por sua vez aumenta o risco de adquirir a infecção por HIV. Esta prova histórica do estudo do conceito foi completado pelo Centro para o Programa de Pesquisa em Aids da África do Sul (CAPRISA). O gel foi encontrado para ser seguro e aceitável, quando utilizado uma vez nas 12 horas antes da relação sexual e uma vez nas 12 horas após a relação sexual por mulheres com idade entre 18-40 anos. O uso do gel reduziu infecção de HIV em 39% e herpes simplex virus-2 infecção em 51%. "Estamos dando esperança para as mulheres.

Pela primeira vez vimos os resultados de uma mulher iniciada e controlada HIV opção de prevenção ", disse Michel Sidibé, diretor executivo da UNAIDS. "Se confirmado, um microbicida será uma opção poderosa para a revolução de prevenção e nos ajudam a quebrar a trajetória da epidemia de Aids." Quase 20 anos de pesquisa foram em microbicidas que pode ser controlado por uma mulher, independente de seu parceiro. Este estudo microbicida poderia abrir novas possibilidades para a prevenção do HIV.

"Congratulamo-nos com as conclusões do estudo CAPRISA. Todos os novos avanços na prevenção do HIV, particularmente para as mulheres são emocionantes. Estamos ansiosos em ver esses resultados confirmados. Depois de terem se mostrado segura e eficaz, que irão trabalhar com os países e parceiros para acelerar o acesso a esses produtos ", disse o Dr. Margaret Chan, Director-Geral da OMS. A OMS ea ONUSIDA felicitar CAPRISA, a UNAIDS designado Centro Colaborador para Prevenção do HIV Research, sobre a conclusão do estudo. Cerca de metade das pessoas que vivem com HIV no mundo são mulheres.

Na África sub-Sahariana África, as mulheres são mais infectadas do que homens. HIV é uma das principais causas de mortalidade materna. Face dos elevados níveis de transmissão do HIV em curso para mulheres jovens em elevada prevalência, é urgente agora, para confirmar esses resultados, de forma que um gel tenofovir segura e eficaz pode ser rapidamente disponibilizados para as mulheres que querem.

Fonte: UNAIDS

Pesquisa revela: homens não procuram serviços de saúdeENSP

Levantamento feito com as sociedades médicas brasileiras, antropólogos, psicólogos, membros do Conass e do Conasems, quando foram ouvidos cerca de 250 especialistas, mostrou que os homens não costumam frequentar os consultórios por conta de três barreiras principais: cultural, institucionais e médicas. A pesquisa serviu como subsídio para a política nacional de atenção à saúde do homem, implementada no Sistema Único de Saúde, e vai ao encontro aos objetivos principais do Dia Internacional do Homem, que visa melhorar a saúde dessa população.
"Não adianta criarmos a política se o homem não for às unidades de saúde, isso acarretará em mais custos para o SUS. Hoje, do jeito que funciona, os homens buscam os serviços quando já têm de se internar; isso gera custos para o sistema, custos psicológicos para o homem e para a família, além da dor e sofrimento", alerta o coordenador da área técnica de saúde do homem do Ministério da Saúde, Baldur Schubert.

Dentre as barreiras culturais, Schubert cita o conceito de masculinidade vigente na sociedade, no qual o homem se julga imune às doenças, consideradas por ele sinais de fragilidade. O homem como provedor não pode deixar de trabalhar para ir a uma consulta. "Eles não reconhecem a doença como algo inerente à condição do homem, por isso acham que os serviços de saúde são destinados às mulheres, crianças e idosos", explica o médico. Além disso, outra dificuldade é que eles não acreditam em profilaxia, o que prejudica o trabalho em prevenção.

Em relação às barreiras institucionais, o levantamento mostrou que os homens não são ouvidos nas unidades adequadamente, por isso frequentam pouco esses locais. O fato de grande parte dos serviços serem formados por profissionais mulheres também impede que eles encontrem espaço adequado para falar sobre a vida sexual, como, por exemplo, relatar uma impotência. De maneira geral, faltam estratégias para sensibilizar e atrair os homens aos ambulatórios
Sobre as barreiras médicas, o especialista enumera a falta de postura adequada dos profissionais de saúde e as consultas com duração muito curta. "Os médicos precisam dar mais atenção nas consultas para estabelecer uma relação médico-paciente ótima", alerta. Como enfrentar esses aspectos para provocar a mudança de comportamento é o grande desafio da política de saúde do homem. "Será preciso desaprender e reaprender o aspecto cultural. O homem deixou de ser o machão do passado, e a sociedade está reformulando o conceito de masculinidade, e para isso precisaremos da ajuda da mídia", afirma o coordenador.

Será preciso também contar com a ajuda das empresas para que elas criem programas que estimulem seus funcionários a visitarem profissionais de saúde. Em geral, eles não querem deixar o horário de expediente para ir ao consultório, pois acham perda de tempo. Uma saída seria a criação de espaços de atendimento em saúde na própria empresa. Outra solução seria a inserção do cuidado com o homem nas equipes de Saúde da Família, que já foi implementado.
Dentre as situações que mais matam o homem, até os 40 anos, estão as causas externas (violência, agressões e acidentes de trânsito/trabalho). Depois dos 40 anos, em primeiro lugar estão as doenças do coração, e em segundo os cânceres, principalmente do aparelho respiratório e da próstata.

A cada três pessoas que morrem no Brasil, duas são homens. A cada cinco pessoas que morrem, de 20 a 30 anos, quatro são homens. De acordo com a publicação Saúde Brasil 2007, os homens representam quase 60% das mortes no país. Das 1.003.350 mortes ocorridas em 2005, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino - 57,8% do total. Assim, a cada três pessoas que morrem, duas são homens, aproximadamente.

Fonte: Ministério da Saúde

México: Criminalização da Transmissão do HIV Criticada por Especialistas

Ao mesmo tempo que especialistas internacionais condenam a prática, a criminalização da transmissão de DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) apossou-se do México.
“Trata-se de uma questão que simplesmente não tem sido levantada com força suficiente, e por isso o estado ainda não reagiu”, disse Maria Juárez, do Conselho Nacional para a Prevenção da Discriminação, departamento responsável pelas análises e propostas do estado. “As organizações da sociedade civil deviam abordar a questão e chamar a atenção do público para a mesma”, declarou Juárez.

De acordo com a lei federal do México, que constitui um modelo para a legislação estatal, transmitir a alguém uma DST ou outra doença incurável é um crime punível com até cinco anos de prisão. Dos 32 estados Mexicanos, 30 têm leis que criminalizam a transmissão do HIV.
“Isto é uma situação alarmante. A transmissão do HIV não devia ser criminalizada”, disse José Aguilar, coordenador nacional da Red Democracia y Sexualidad. “Trata-se de uma prática discriminatória que conduz à contínua justificação de atitudes como a homofobia”, disse Aguilar, cuja organização se foca em educação sexual e advocacia dos direitos sexuais.

Não tem havido qualquer iniciativa no sentido de cumprir essas leis, facto que se acredita ser o motivo pelo qual não existe qualquer ímpeto para as remover.

Há muito que a comunidade internacional se manifesta contra a criminalização da transmissão do HIV. Em 2007, um documento intitulado “Dez Razões para Contestar a Criminalização da Exposição ou Transmissão do HIV” recebeu a aprovação oficial da UNAIDS e do Programa de Desenvolvimento da Nações Unidas. O documento reflectiu a posição de uma coligação de defensores de questões relacionadas com o HIV/SIDA, direitos humanos e género.
“O empurrão para aplicar a lei criminal à exposição e transmissão do HIV é frequentemente dado pelo desejo de responder a preocupações sérias acerca da disseminação rápida e crescente do HIV em muitos países, aliado ao que se entende ser uma falha dos actuais esforços de prevenção do HIV”, diz o documento.

Espera-se que os líderes de saúde mundial revejam o assunto quando se encontrarem em Viena entre 18-23 de Julho para a 18ª Conferência Internacional Sobre SIDA.

Fonte: Inter Press Service

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nueve millones con sida, en riesgo por recortes

VIH. La falta de recursos internacionales para combatir la enfermedad ponen en vilo a millones de enfermos que requieren retrovirales. En Bolivia, sólo se dispone de $us 26 millones para combatir el mal









EFE. Viea


Más de nueve millones de enfermos con el VIH/Sida que requieren tratamiento de forma urgente, dos tercios de ellos en el África subsahariana, ven peligrar sus vidas debido al repliegue de la financiación internacional destinada a la lucha contra esta enfermedad.


Así lo denuncia Médicos Sin Fronteras (MSF) en un informe presentado ayer en la Conferencia Internacional del Sida, que se celebrará en Viena del 18 al 23 de julio.


El estudio confirma que la reducción de la financiación ya está frenando la incorporación de nuevos pacientes a los programas de tratamiento y supondrá una condena a muerte para millones de enfermos.


Ana Zarategui, coordinadora de MSF, puso de relieve que dos tercios de todas las personas seropositivas del planeta viven en el África subsahariana y un 75 por ciento depende de la financiación exterior.


A finales de 2008, 4,5 millones de enfermos recibían tratamiento con antirretrovirales y, de ellos, la mitad eran pacientes que lo necesitaban de forma urgente.


La tasa de prevalencia del VIH ha superado el 20 por ciento en algunos países africanos y en 2008 prácticamente tres de cada cuatro muertes por sida en el mundo se produjeron en el sur de África.

La presidenta de MSF España señaló que la incertidumbre y la inestabilidad de la financiación de los donantes han frenado la incorporación de nuevos pacientes a los programas de tratamiento y amenazan a medio y largo plazo el suministro de medicamentos.


En América Latina, donde se mantiene el drama de los afectados con cifras no exactas por la cantidad de personas desconocedoras de su condición de portadoras del virus causante de la enfermedad, la prevención es una urgencia.


En la antesala de la Conferencia Mundial del Sida que se celebrará en Viena, los datos latinoamericanos demuestran que la epidemia, presente desde hace tres décadas, subsiste a pesar de los esfuerzos públicos y privados.


El último informe de 2008 del Programa Conjunto de las Naciones Unidas contra el Sida (Onusida) destaca a países como Brasil y México por su liderazgo en el campo de la prevención, pero urge a "fortalecer los sistemas de vigilancia en Latinoamérica" y a tener "evidencias más sólidas para la planificación nacional en la prevención del VIH".


El director de Onusida, Michel Sidibé, habló de la urgencia general de "una revolución en la prevención", especialmente en segmentos demográficos vulnerables.


Las medidas preventivas, opinó, deben dirigirse a las mujeres en los países de rentas medias y bajas, entre las que se dan una buena parte de las nuevas infecciones y los fallecimientos, pese a que los índices de tratamiento se han multiplicado por 10 en los últimos cinco años.


El informe de Onusida, cuyas cifras difieren de las presentadas por los Gobiernos de Latinoamérica y el Caribe, destaca a esta región como hogar de la epidemia de "bajo nivel" y "concentrada".


En la región hay unos dos millones de personas que viven con el virus, de los que cerca de 170.000 son nuevos infectados, y hasta 2008 se han contabilizado 77.000 muertes por la enfermedad del sida.

“Los recursos en Bolivia son insuficientes”


El responsable del Programa Departamental de Lucha contra el sida, Gonzalo Borda, alertó que los recursos que recibe Bolivia para la lucha contra el VIH “son insuficientes”, debido a que la enfermedad está mostrando un crecimiento exponencial, con dos y tres casos por día, con alto riesgo para la salud de la población.


Gracias a la negociación con la cooperación internacional, el país recibió, en 2009, $us 26 millones para combatir el mal en el periodo 2010-2015.


Actualmente, Bolivia registra más de 5.000 casos de seropositivos registrados por las autoridades sanitarias.


El departamento más afectado es Santa Cruz con 3.102 casos contabilizados hasta la primera semana de julio, es decir, que el 56 por ciento de los casos del país están en la región.


“Somos el principal foco de infección del sida y hace falta más recursos para capacitación en todos los niveles”, destacó Borda en diálogo con el diario EL DEBER.

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